# Uro-oncologia em Florianópolis > Câncer de próstata, rim, bexiga, suprarrenal e testículo: como corre a investigação de um exame alterado e a segunda opinião. Endereço: https://www.urololli.com/uro-oncologia Autoria e revisão: Dr. Rodrigo Lolli, médico urologista, CRM-SC 33584 · RQE 22769 e 22771 Atualizado em: 2026-08-21 --- Uro-oncologia é a parte da urologia que cuida dos tumores do trato urinário e do sistema reprodutor masculino: próstata, rim, bexiga, suprarrenal, testículo, pênis e retroperitônio. É o centro da prática do Dr. Rodrigo Lolli, com formação complementar no Hospital Felício Rocho e atuação na equipe de urologia oncológica do CEPON. ## Um exame alterado não é um *diagnóstico* A maior parte das pessoas chega ao consultório de urologia oncológica com um papel na mão: um PSA fora da faixa, um nódulo que apareceu numa tomografia pedida por outro motivo, sangue na urina, um ultrassom com achado inesperado. Nenhum desses resultados, sozinho, define o que a pessoa tem. O que o exame alterado faz é abrir uma investigação. Ela tem uma ordem: confirmar o achado, entender a extensão dele, definir se há indicação de tratamento e, havendo, escolher entre as opções disponíveis. Cada etapa responde a uma pergunta diferente, e pular etapas costuma custar mais caro do que esperar alguns dias por um exame melhor. **Como a investigação costuma correr** - 1**Consulta e revisão do que já existe.** Histórico, exame físico, exames anteriores e a lista de medicamentos em uso. Muita coisa se esclarece aqui. - 2**Exames dirigidos.** Laboratório e imagem escolhidos para responder à dúvida específica do caso — não uma bateria genérica. - 3**Confirmação, quando necessário.** Biópsia ou análise anatomopatológica, que é o que separa suspeita de diagnóstico. - 4**Estadiamento.** Definir a extensão da doença é o que muda o tratamento indicado. - 5**Decisão conjunta.** As opções são apresentadas com o que cada uma pede em troca. A escolha considera a doença e a vida de quem vai ser tratado. ## Onde a doença *aparece* Cada tumor urológico tem apresentação, investigação e tratamento próprios. As páginas abaixo explicam o caminho de cada um. 01 ### Próstata O tumor mais frequente no homem depois do câncer de pele. PSA alterado, ressonância, biópsia e as opções de tratamento. 02 ### Rim Quase sempre descoberto sem sintoma, num exame pedido por outra razão. Quando dá para preservar o rim. 03 ### Bexiga Sangue na urina sem dor é o sinal que mais leva ao diagnóstico. Investigação, ressecção e seguimento. 04 ### Suprarrenal Nódulo de adrenal encontrado por acaso. A avaliação hormonal vem antes de qualquer decisão cirúrgica. 05 ### Testículos e pênis Tumor de testículo atinge sobretudo homens jovens. Avaliação rápida e preservação da fertilidade. 06 ### Retroperitônio Tumores da região posterior do abdome e a linfadenectomia retroperitoneal, na intersecção entre urologia e oncologia cirúrgica. ## Segunda opinião: quando *faz sentido* Pedir uma segunda opinião não é desconfiar de quem atendeu antes. Em câncer urológico há situações em que ela muda a conduta — e situações em que apenas confirma o que já foi dito, o que também tem valor. - Quando existe mais de um tratamento aceito para o mesmo estágio e a escolha depende de prioridades pessoais. - Quando a indicação é de cirurgia de grande porte e há dúvida sobre a via de acesso. - Quando o laudo da biópsia ou da imagem deixa margem para leituras diferentes. - Quando o paciente não entendeu o que foi proposto — motivo suficiente por si só. Para a consulta de segunda opinião, o que importa levar são os laudos originais: anatomopatológico, imagens em disco ou link, relatórios cirúrgicos e a evolução dos exames de sangue ao longo do tempo. Sem eles, a conversa vira suposição. Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. Nenhuma conduta descrita aqui se aplica automaticamente a um caso concreto: a indicação depende de avaliação clínica, dos exames e das condições de cada pessoa. **Dr. Rodrigo Lolli** · Médico urologista CRM-SC 33584 · RQE 22769 e 22771 · Mestre em Cirurgia pela UFMG · uro-oncologia e cirurgia robótica Publicado em 21/08/2026 · Revisado em 21/08/2026 ## Perguntas *frequentes* **Exame alterado significa câncer?** Não. Um exame alterado abre uma investigação — não fecha um diagnóstico. Em uro-oncologia, o diagnóstico depende da soma de exame clínico, imagem e, quando indicado, análise anatomopatológica. **Quanto tempo posso esperar para investigar?** Depende do achado. Alguns quadros admitem semanas de investigação ordenada; outros pedem avaliação rápida. Essa definição é clínica e deve ser feita por um médico com os exames em mãos — não por estimativa própria. **Vale a pena pedir segunda opinião?** Vale sempre que houver mais de um tratamento aceito para o mesmo estágio, quando a indicação é de cirurgia de grande porte ou quando o paciente não entendeu o que foi proposto. Para a consulta, leve os laudos originais e as imagens. **O que levar na consulta de uro-oncologia?** Laudo anatomopatológico, imagens em disco ou link (não só o laudo), relatórios cirúrgicos anteriores, a evolução dos exames de sangue ao longo do tempo e a lista de medicamentos em uso. **Todo tumor urológico precisa de cirurgia?** Não. Há situações em que a conduta indicada é vigilância ativa, com exames em intervalos definidos; outras em que o tratamento é radioterápico ou sistêmico. A cirurgia é uma das opções, escolhida conforme o tipo, o estágio e o paciente. ## Uma consulta resolve mais que uma *busca* Sintoma urinário, alteração no PSA ou um exame que veio diferente do esperado merecem avaliação de quem trata disso todos os dias.